Boi Garantido
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Ritual Kawahiva

Boi Garantido

Nós, O Povo!


É bem mais escuro antes do amanhecer
Somente o pajé pode ver os Tapuins na escuridão
Obscuros em procissão

Eu uso o poder das plantas e dos minerais
Para seduzir o divino espírito do Deus ancestral

Preparem os caçadores para o ritual
As varas de embira vão te ferroar
Lave seus olhos com veneno de cobra
Eerga o totem do animal sagrado Acanguçu

Pajé dança e canta na tucaia assombrada
A metamorfose do serpentum encantado vai revelar

A sedutora aranha armadeira
Guardiã das máscaras de madeira
A rainha das sombras a fiandeira

Vai libertar do casulo o temido bicho das trevas
Corre nas matas de uma Amazônia paleolítica
Onde as plantas são gigantes carnívoras
E habitam animais diferentes devoradores de gente

Saltando de galho em galho
Afugentando os leviatãs
Onças com cabeças de pássaros, Ibiriunas, Wa'riwa

Incorporando a dança letal das serpentes
Todos os índios cabeças vermelhas no tronco das árvores
Batendo as asas feito anaçã alcancem os céus
E vejam com os olhos da fera o que os mortais não podem ver

Ireru, Ireru, Ireru, Irerua
Sou Tupi, sou Tupi-Kawahiva

Sou a resistência do velho Ipají
Eu sou a fé, eu sou pajé
Eu sou ritual

Compositor: Demetrios Haidos

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